Añadido: Jul 26, 2008
De: Turistando
Duración: 6:9
A promiscuidade é um terreno ardiloso, espinhento e sem volta. O universo das pessoas que fazem sexo anônimo, avulso e por impulso tem uma leitura muito pessoal do que é o amor e seus complementos. Deite Comigo (Lie with me), filme de 2005 dirigido por Clément Virgo não é diferente. A bela e jovem Leila faz sexo com homens com a mesma praticidade que lida com os outros aspectos de sua vida, ou seja, não se envolve. De um lado vê nos pais que estão se separando a impossibilidade da concretização do amor. O amor ideal, romântico do outro vê a amiga dividida entre o noivo e o ex-namorado, gostaria de juntar o coração de um com o sexo do outro. Mas não é possível. Não no universo de Tamara Berger - autora do livro que deu origem ao filme e conseqüentemente a roteirista. Afinal: As pessoas trepam uma noite, um ano, 20 anos, não importa, sempre dói. Quando se depara com David (Eric Balfour) os ingredientes que fomenta a paixão surgem. Sexo, necessidade, carinho, afeto e certa fixação no outro se faz presente, para ressaltar que Leila e David não serão mais os mesmos após tal encontro. Afinal: Você não pode ficar com uma pessoa e ir embora. Em certo momento Leila diz: (...) eu só queria trepar. Trepar não é o bastante. Eis ai a espinha dorsal do filme, o calcanhar de Aquiles que nos pega por baixo, inquietando nossas possíveis compreensões a cerca do que venha a ser amor e sexo. Afinal: amar também não é o bastante. O filme é poético, denso, sensual e necessário. As poucas palavras ditas por Leila são profundas e inquietantes. A identificação ocorre quando vemos a personagem perdida em seus próprios sentimentos, negando e lutando contra algo que todos precisam: afeto, compreensão companheirismo. Afinal: como uma mulher ama um homem? Numa época onde as relações estão fragmentadas. Onde confiar no outro é sempre um risco. Leila e David se tornam metáforas da nossa realidade. " - Eu te amo e não sei o que fazer com isso" " -- Eu não quero você" " -- Mas eu preciso continuar te vendo." Arrisque-se!!! A canção "Lover Spit" do grupo canadense BROKEN SOCIAL SCENE, que faz parte da trilha sonora do filme, é o casamento perfeito entre imagem e som, tornando ainda mais densa e apaixonante essa estória de amor e esses jogos de sedução bem ao estilo do filme "NOVE E MEIA SEMANAS DE AMOR", clássico dos anos 80.
Categoría: Film
Tags: balfour broken cinema comigo de deite diario el eric intimo leila lie lover me scene social sonoras spit trilhas with
Rating: 4.44 (9 ratings) Visto: 12419' favoriteCount='14 Comentarios: 2
NaldideMY Says:
Aug 28, 2008 - Muito bonito. Abraços Naldi



elena6129 Says:
Aug 1, 2008 - la pelicula mas bonita q e visto